Retrospectiva Literária 2015

domingo, 3 de janeiro de 2016

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Esse blog tá uma vergonha, já que a derradeira postagem que fiz foi a retrospectiva literária do ano passado. Pelo menos alguma coisa eu posto todo o ano... :p

A retrospectiva literária é um projeto bem legal da Angélica do blog Pensamento Tangencial e este é o quarto ano que eu estou participando! ;)



A aventura que me tirou o fôlego: A esperança –Suzanne Collins





O terror que me deixou sem dormir: O historiador – Elizabeth Kostova
Não considero terror, mas conta a história de conde Drácula e me deixou várias noites sem dormir para terminar as 904 páginas



O suspense mais eletrizante: nope!
O romance que me fez suspirar: A varanda do frangipani – Mia Couto.
Ele sempre me faz suspirar e não, não é uma história de amor.
A fantasia que me encantou: nope!
A saga que me conquistou: Jogos Vorazes – Suzanne Collins



O clássico que me marcou: Os moedeiros falsos – André Gide


O livro que me fez refletir: Ruína y leveza – Julia Dantas 
O livro que me fez rir: Nihonjin – Oscar Nakasato 
Não é uma comédia, eu não costumo ler esse tipo de livro. Mas foi um livro que me fez sorrir, porque é fofo! Serve?


O livro que me fez chorar: Ruína y leveza – Julia Dantas
O livro que me decepcionou: O historiador - Elizabeth Kostova

Fazia um tempão que eu queria ler O historiador, já tinha ouvido falar muito bem dele, sabia que tinha sido escrito por uma historiadora que passou mais de 10 anos estudando a respeito das lendas a respeito de Drácula pra narrar a história. Só que no final das contas foi exatamente este o problema, a Elizabeth Kostova é muito mais historiadora do que romancista. O livro tem vários problemas de narrativa, foi bem decepcionante. Mas como eu tenho o defeito de ser uma leitora bem facinha, eu acabei gostando mesmo assim. Na medida do possível, né?!

O livro que me surpreendeu: Gesto inacabado – Cecília Almeida Salles

É um livro de crítica genética, eu não esperava gostar de um livro de crítica genética. E ele é realmente muito bom!

O livro que devorei: Soundjata ou l'épopée mandingue – D.T Niane
O livro que abandonei: Le rouge et Le noir – Stendal

Tô na metade, depois de terminar a dissertação eu termino. Prometo!

A capa que amei: A sinfonia em branco – Andriana Lisboa



Vai dizer, essa capa é lindíssima!!! E merece três pontos de exclamação por isso.

O thriller psicológico que me arrepiou: nope!

A frase que não saiu da minha cabeça:
"Sentei na única cadeira, de frente para elas, nossos pés separados pela distância de uma xícara, 
nossos olhares separados por quinhentos anos de história."

Ruína y leveza
Gente, não é puxa saquismo, a Júlia tem ótimas frases. Quando eu crescer eu quero ser como ela :p

O(a) personagem do ano: Djigui de Monnè, outrages et défis – Ahmadou Kourouma

O casal perfeito: Katniss e Peeta - eu sou um torrão de açúcar mesmo, julgue-me! :p

O(a) autor(a) revelação: Júlia Dantas


O(a) autor(a) que mais esteve presente entre as minhas leituras: Ahmadou Kourouma


Já faz anos! Eu gosto mesmo do moço, a gente tem uma relação meio conturbada. Algumas vezes eu reclamo, mas sempre acabo lembrando de porque eu resolvi estudá-lo.

O gênero literário que mais li: definitivamente foi teoria, agradeça ao mestrado


O gênero literário que preciso ler mais: bons romances, sempre bons romances
O melhor livro nacional: Sinfonia em branco – Adriana Lisboa
O melhor livro que li em 2015: Os que mais gostei foram - Ruína y Leveza e Sinfonia em branco
Li em 2015 ..23.. livros - que deu pra contar, né? Os xerox e apostilas do mestrado não entraram na lista.
A minha meta literária para 2016 é: ler ainda mais autores nacionais

Retrospectiva Literária 2014

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

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Mais um ano de retrospectiva literária, esse post coletivo super divertido e criado pela Angélica do Pensamento Tangencial...




 A aventura que me tirou o fôlego: Barba ensopada de sangue - Daniel Galera
Não é aventura, mas eu quis colocar aqui e ponto.. Hehehe
O terror que me deixou sem dormir: fail! 
O suspense mais eletrizante: sorry!
O romance que me fez suspirar: L'amant - Marguerite Duras 
Acho que é a coisa mais próxima a um romance que li no ano. 

A saga que me conquistou: O tempo e o vento – Erico Veríssimo
Tá! Eu só li os dois primeiros, mas conta! 

O clássico que me marcou: La douleur - Marguerite Duras
O livro que me fez refletir: Ventos do Apocalipse - Paulina Chiziane
O livro que me fez rir: Fingidores - Rodrigo Rosp




O livro que me fez chorar: acredita que esse ano eu não chorei com nenhum?!
O livro de fantasia que me encantou: O sono de Morfeu - André Zambaldi



O livro que me decepcionou: A visita cruel do tempo – Jennifer Egan 
O livro que me surpreendeu: Luzes de emergência acenderão automaticamente - Luisa Geisler
O thriller psicológico que me arrepiou: Não rolou!!
 O livro mais criativo: Os fingidores
O melhor HQ: nops!!!
O infanto-juvenil que se superou: As vantagens de ser invisível - Stephen Chbosky - Fofo!!

O livro que mudou a minha forma de ver o mundo: O mundo continua no mesmo lugar, por hora!

A capa mais bonita: A visita cruel do tempo – Jennifer Egan 
O livro que li em um dia: As crônicas de Spiderwick – Holly Black. 
Todos os cinco volumes, li os dois primeiros num dia e os outros três no outro.

O primeiro livro que li no ano: O guia de campo – As crônicas de Spiderwick – Holly Black 
O último livro que terminei: Fingidores – Rodrigo Rosp 
O livro que abandonei: Le mots -  Sartre  
Tá! Não abandonei, parei de ler porque tinha várias leituras atrasadas do mestrado e ainda não consegui terminar. Mas ainda vou demorar um pouco até conseguir voltar a lê-lo. 

 O livro que li por indicação: A fera na selva – Henry James 
A frase que não saiu da minha cabeça:  


As vantagens de ser invisível - Stephen Chbosky

O(a) personagem do ano: A fofa da Sofia em O sono de Morfeu 
O casal perfeito: Sem casais esse ano!
O(a) autor(a) revelação: Paulina Chiziane 
O melhor livro nacional: O continente - Erico Veríssimo (gosto mais do volume 01)
O melhor livro que li em 2014: O continente, os dois volumes, porque o tio Erico manda muito bem!!!

Li em 2014 ..24... livros.
Sim, foram poucos. Foi até difícil de preencher a retrospectiva esse ano.
Comprei em 2014 ..4 livros e ganhei uns 14. 



A minha meta literária para 2015 é:

Continuar lendo autores brasileiros e diminuir o número de não lidos na estante.

O extraordinário!

domingo, 10 de agosto de 2014

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Eu sei que sou uma pessoa diferente das outras da minha idade. Isso não é um juízo de valor – nem melhor, nem pior – é uma questão de olhar, de visão de mundo e de experiências que se tem na vida.  Pelo menos, até onde eu sei não é comum uma mulher saber falar francês e ainda domar cavalos.

Se sou uma pessoa diferente é por que tive pais diferentes e uma educação fora da ordem do comum. No uso geral da língua, as pessoas costumam se equivocar com o significado da palavra “ordinário”. Ordinário é o que está na ordem dos dias, é o usual, o comum. Eu, definitivamente e, graças a Deus, não tenho nem uma vida, nem uma família e muito menos um pai ordinário.

O meu pai é extraordinário. Ele tem uma visão de mundo única... e linda. Ele me ensinou desde pequeninha a amar a terra; a valorizar a vida de todos os seres. Me ensinou a andar a cavalo, a dirigir um trator, a buscar as vacas no campo e tirar leite. Me levou para arar, plantar e colher. Me pediu para cuidar a quantidade de adubo que sai da plantio direto. Aliás, se eu conheço esses termos é por causa do meu pai. Graças ao meu pai tenho histórias bem incomuns para contar para os meus netos – quando os tiver – como as experiências que eu gostava de fazer quando a gente carneava uma vaca, ou ovelha, ou porco. Confesso que os porcos eu não gostava muito – você já ouviu um porco berrando? -, mas bem que era bom comer salame depois.

Me criei no meio do campo, vacas, cavalos, ovelhas, cachorros, no meio de plantadeiras e colheitadeiras. Me criei com os cabelos despenteados, os pés sujos de barro, os joelhos ralados e, definitivamente, em cima de um cavalo. Aliás, meu pai me deu o melhor presente de aniversário do mundo quando eu tinha três anos de idade: o meu cavalo. O Tobruque virou meu melhor amigo e companheiro inseparável.

E por mais que eu diga, acho que meu pai não faz ideia de o quanto eu sou grata a ele por isso. Por me dar uma vida EXTRAORDINÁRIA. Por me ensinar a amar de uma maneira tão linda. Conheço poucas pessoas tão amorosas e que tenham um coração tão grande quanto o do meu pai. Me sinto abençoada por meu coração se parecer com o dele.  

Paizinho, grata por ser exatamente quem você é. Grata pelas escolhas que você fez na vida. Grata por ser uma pessoa extraordinária.

Agora só falta fazer o pocinho.

Te amo do tamanho do arco-íris!! 

Coragem é agir com o coração

terça-feira, 1 de julho de 2014

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        Existe uma palavra que há dias vem povoando os meus pensamentos e meu coração. Me veio de mansinho. Primeiro como uma lembrança de uma música que eu tinha ouvido, de um texto que eu havia escrito; depois como um sentimento, uma força crescente em meu peito.

Essa palavra é coragem. Um substantivo como muitos outros da língua portuguesa, mas não um substantivo qualquer. Dizem alguns linguistas que o substantivo em questão foi importando do francês « courage » por volta do século XVI. Mas sua origem é ainda mais antiga, – tanto para a língua portuguesa, como para a língua francesa – coragem vem do latim coraticum. Na língua latina ‘cor’, ou ‘cordis’ é a definição para coração; não somente a designação de um órgão muscular composto de veias, artérias e ventrículos. Os médicos e especialistas em anatomia que me perdoem, mas não é disso que estou falando. Não que estes detalhes não sejam importantes, mas desde os primórdios latinos coração é um substantivo utilizado de maneira bem ampla. Designando o órgão que bombeia o sangue, possibilitando a vida a todo o nosso corpo, mas também carregando seu sentindo filosófico como “morada de sentimentos”. Se você pesquisar por aí encontrará as palavras ‘espirito’ e ‘ânimo’ para possíveis traduções de ‘cor’. Eu me pergunto o que são os sentimentos que carrego além daquilo que me define enquanto espírito? O assunto dá pano para manga e a discussão pode ser longa, mas eu acredito que os sentimentos que carrego me definem enquanto ser que sou e que quero ser. O sufixo latino –‘atĭcum’ é usado para definir a ação da palavra que o precede, no caso cor. Coraticum é, pois, a ação do coração.

“Coragem é agir com o coração”, já disse o autor de uma música que muito me toca – por sinal. Música esta que deu início aos meus pensamentos relativos ao pequeno substantivo que agora eu tento definir. Veja bem, se o sufixo latino pressupõe a ação da palavra que o precede, coragem pressupõe uma ação.

Coragem é uma força. Uma força que flui do âmago de um ser, uma força que flui do coração. Coragem não significa esperar o coração agir, coragem significa agir conforme o que o coração dita. Em sintonia com os sentimentos mais profundos e verdadeiros de uma pessoa, em sintonia com um querer verdadeiro. Alguns confundem coragem com impulso, ter coragem não é agir impulsivamente. Coragem é uma força, é ter força para agir.

Para ir um pouquinho mais longe a palavra latina ‘cor’, pode ser derivada da raiz indo-europeia ‘kerd-’, da qual deriva a palavra grega ‘kardia’ (καρδία). Palavra esta que carrega em si o significado para coração, relativo à vida de um espírito seus pensamentos e sentimentos; e que mantem certa analogia com a palavra latina credere. Esta pode ser traduzida como “crédito”, “confiança”, “compromisso”.

Se você for relacionar a origem etimológica do substantivo coragem ao seu significado – atribuído pelo Dicionário Aurélio de Língua Portuguesa – fica mais fácil de entender o que eu digo. No dito dicionário uma das definições do substantivo é a seguinte: “confiança ou força espiritual para ultrapassar uma circunstância difícil; perseverança para enfrentar algo moralmente árduo”; ou ainda “cuidado e perseverança no desenvolvimento de uma determinada ação; determinação”. Não sou, pois, a única a definir coragem como uma força. O dicionário vai além: é uma força espiritual, a qual está relacionada com os significados de confiança e compromisso.

“E que para que cada ato de coragem nasça uma flor”. Bem, eu venho buscando coragem nos meus dias. Nada mais natural que nesse caminho em busca de coragem, eu busque também conhecer meu coração. Que ele consiga me dar a força para agir e que jardins floridos possam nascer de cada ato de coragem. Meu e seu!






“E que em cada coração, árido ou concreto
Pulse uma semente de primavera
Como a luz que da janela emana raios de coragem
Coragem é agir com o coração
Coragem é agir com o coração
E que pra cada ato de coragem nasça uma flor
Uni-vos em torno da luz
Há um horizonte inteiro de amor dentro de cada um de nós
Para encontrá-lo basta acreditar que sim
Da luz eu sou, na luz eu me movo
Da luz eu sou, na luz eu me movo
O amor é a única revolução verdadeira!”






Da convicção!

sábado, 21 de junho de 2014

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O ar empírico que circula a minha volta me faz cega às verdades que procuro desvendar, opacidade brutal que venda os olhos de todos a tudo aquilo que somente a leveza da alma é capaz de revelar. Essa necessidade de provas e fatos materiais me sufoca ao olhar do mundo que por vezes eu não pertença. Minhas provas vêm do íntimo, do âmago de meu ser, onde somente eu posso procurar e que por si só se fazem suficientes. 

Só carrega o peso aquele que é capaz e só o carrega porque o sente necessário. De todas as pessoas que optam por se livrarem daquilo que lhes pesa, eu, convicta, guardo aquilo que me é grave. O peso de minha certeza liberta meu coração, o peso de minha certeza me oferece a leveza de quem sou. Posso assim seguir plena sabendo que carrego aquilo que me vale em vez de seguir pelo caminho da aparente leveza do esquecimento.


Eu acordei assim...

sexta-feira, 6 de junho de 2014

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Hoje eu acordei assim cheia de palavras para dizer e cheia de sonhos para sonhar. É engraçado quando isso acontece, acordar cheia de sentimentos. Sentimentos que não estavam ali ontem. Não que hoje eu tenha descoberto palavras a serem ditas, ou sonhos a serem sonhados. 

Mas é algo diferente, é uma vontade de poesia. É como se meus sonhos tivessem ido buscar luz nas estrelas e me deixado assim. 

Brilhando... 
...por dentro. 

Acordei com o coração cheio de saudades! 

Saudades do tempo que passou e carinho pelo tempo a chegar. 

E pensei comigo mesma que essa saudade não dói, não aperta. Mas me completa. Saudade, essa coisa de brasileiro, que pouca gente sabe explicar. Eu gosto de acreditar que saudade é marca que o amor deixa, é ajudante da memória. 

E se eu sinto saudade é por que eu tenho história para contar. É mania de historiador, essa a minha, de lembrar-se da Dona História ao falar da memória. 

Minha memória é coisa minha, que eu guardo com carinho. Me enche de palavras para dizer e de sonhos para sonhar.


À mão

segunda-feira, 2 de junho de 2014

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Nos dias da tecnologia, da telecomunicação, do digital, da distância e da ausência; algumas vezes eu sinto falta da minha caneta manchando o papel antes imaculado. Meus sentimentos mais íntimos transbordaram de mim através de meus dedos dançantes em cima do papel branco.

É exatamente isso que a escrita se parece: com uma dança que começa no meu coração, 
agita o meu cérebro,
desliza pelos meus braços,
aquece meu punho 
e se derrama pelos meus dedos.

Cartas de amor deviam sempre ser escritas à mão.

Existem coisas, palavras, histórias que merecem mais do que a tela fria do computador.
Merecem o peso da caneta entre os dedos, merecem o estalo do punho depois da frase sem vírgula
pausa
ponto. 
Merecem a escrita que sai no ritmo do coração.

As minhas mais sinceras palavras foram escritas à mão. 
Palavras de amor e de gratidão.

Não me leve a mal, aprecio muito as facilidades de um bom computador, mas este...
...este foi escrito à mão!